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Quem é quem na hora do parto?
Existem vários profissionais ligados à gestação
e ao parto.
Nem toda gestante é atendida por todos eles, até
porque existem diferentes profissões com a mesma função
e diferentes modelos de atendimento obstétrico.
Médico Obstetra: é profissional mais
conhecido, pelo menos no Brasil. O médico se forma
em medicina e depois faz uma especialização
na área de ginecologia e obstetrícia. Os obstetras
podem atender partos em hospitais, clínicas ou em domicílio.
Podem ser contratados por um hospital público ou privado,
ou podem ter suas clínicas particulares, onde podem
ou não aceitar convênios médicos. Eles
atuam tanto nos partos normais como nos cirúrgicos
(cesarianas). Também são responsáveis
pelo pré-natal das gestantes. Nem sempre participam
de todo o trabalho de parto, deixando às vezes esse
acompanhamento para as enfermeiras dos hospitais ou uma enfermeira
da equipe particular. No sistema privado a mulher escolhe
seu médico para o pré-natal e parto. No sistema
público os médicos trabalham em esquema de plantão
e a parturiente geralmente não conhece o médico
que irá atender seu parto.
Médico Pediatra Neonatologista: essa é
a especialidade dos médicos que atendem os bebês
assim que nascem. Fazem os primeiros exames, medem, pesam,
aspiram quando necessário. Se o bebê requer cuidados
especiais, ele é transferido à UTI neonatal
para receber o atendimento especial. No entanto a grande maioria
precisa apenas de alguma observação, que pode
ser feita até no colo da mãe durante o pós-parto
imediato. Os neonatologistas geralmente são contratados
pelas maternidades, mas algumas permitem que a mulher leve
seu pediatra de confiança.
Médico Anestesista: é o profissional
encarregado da analgesia peridural ou raquidiana para o parto
normal ou para a cesária. Geralmente é contratado
pelo hospital, mas alguns trabalham com clínica privada,
podendo ser contratados como parte da equipe de um determinado
obstetra ou mesmo pela gestante que quer um atendimento mais
exclusivo. No Brasil usa-se bastante o serviço dos
anestesistas, pois quase 80% dos partos particulares são
cesárias. E mesmo nos partos normais, o uso da anestesia
é quase uma rotina.
Enfermeiras Obstetras: São enfermeiras com especialização
nesta área. Estão habilitadas para atender os
partos normais, mas não para realizar cirurgias cesarianas.
O Ministério da Saúde tem incentivado a formação
dessas especialistas e sua contratação por hospitais
públicos para o atendimento aos partos de baixo risco.
Nas casas de parto são elas que são responsáveis
por todo o atendimento. Caso haja necessidade de intervenção
especial, a parturiente é transferida para o hospital
conveniado. No sistema de saúde privado elas são
contratadas por hospitais para o acompanhamento e avaliação
das parturientes, mas não para "fazer o parto"
propriamente dito. No entanto elas podem atender partos domiciliares.
Em seu treinamento elas aprendem também os primeiros
cuidados com o recém nascido, inclusive em caso de
complicação. Também podem se responsabilizar
pelo pré-natal das gestantes, devendo encaminhá-las
para médicos obstetras quando a gestação
apresenta complicações.
Obstetrizes:
antigamente havia a formação dessa profissional
através de um curso técnico específico.
O curso foi extinto e hoje atuam apenas a obstetrizes que
se formaram até a década de 70. Suas funções
são semelhantes às das Enfermeiras Obstetras.
Em várias partes do mundo essas são as parteiras,
"midwives", ou "sage-femmes", ou "comadronas"
responsáveis pelos partos de baixo risco, tanto domiciliares
como em hospitais ou em casas de parto. Esses cursos de formação
duram entre 3 e 4 anos, dependendo do país e são
muito completos.
Doula: São acompanhantes de parto que dão
apoio físico, emocional e afetivo para a parturiente,
através de massagens, dicas de respitação,
posições, etc. Ficam o tempo todo com a parturiente
desde o início do trabalho de parto, para diminuir
a tensão provocada pelo ambiente hospitalar e pela
presença de muitos profissionais desconhecidos do casal.
Não fazem exames, nem atuam clinicamente. São
contratadas pelas gestantes algumas semanas antes do parto.
Alguns hospitais públicos possuem doulas voluntárias
à disposição das parturientes.
Parteiras: conhecidas também por parteiras tradicionais,
são as mulheres que aprenderam seu ofício na
prática, geralmente auxiliando parteiras mais velhas.
Muito ativas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste,
são responsáveis pelos partos domiciliares,
especialmente em zonas rurais onde o acesso aos hospitais
é difícil. Em alguns estados elas recebem incentivo
do goverto, através da doação de materiais
e cursos de reciclagem, onde aprendem novas técnicas
que auxiliem no atendimento às parturientes.
Preparadoras,
educadoras perinatais: são as responsáveis
pela preparação para o parto, através
de cursos em grupo ou individuais. A formação
dessas profissionais é variada: psicologia, fisioterapia,
educação física, etc... Algumas preparadoras
focam a questão do condicionamento físico, ou
seja, se concentram nos exercícios, hidroginástica,
alongamento, etc.. Outras dão mais importância
à preparação emocional, sendo o curso
mais voltado às questões práticas do
parto e maternidade. Obviamente existem outras formas de preparação,
que podem ser explicadas pelas profissionais responsáveis.
Enfermeiras: estão presentes nos partos hospitalares
e atendem os médicos, fornecendo os materiais e serviços
que eles solicitam. Elas não atendem partos. Algumas
dão atendimento às parturientes, outras aos
bebês recém nascidos nos berçários
dos hospitais.
Auxiliares
de enfermagem: também estão entre os profissionais
que atuam dentro do hospital e prestam auxílio aos
médicos e enfermeiras.
Instrumentadoras
cirúrgicas: atuam especialmente durante a cesárea
e são responsáveis pela preparação
e entrega dos instrumentos ao médico conforme eles
vão sendo solicitados.
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Ana
Cris Duarte
Amigas do Parto
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