O Parto em outras Épocas e Localidades

A Medicalização do Parto


 
 
A partir da Idade Média,  especialmente depois, nos séculos XVII-XVIII, os homens começaram a entrar no quarto de parir. A cirurgia foi incorporada à medicina e o parto passou a ser estudado como mecanismo físico.
 
 
 

Ilustração da obra de Rösslin, representando um parto de 1513


 
 
Foi sob a influência da escola obstétrica francesa, liderada por François Mauriceau, que o parto horizontal (em que a mulher fica deitada) foi introduzido. A posição horizontal facilitava as intervenções médicas, como o uso do fórceps, por exemplo.

A Igreja e o cristianismo tiveram grande influência nessa gradual transferência do poder das parteiras para os médicos: ao associar o corpo, especialmente o corpo feminino, ao pecado,  eles abriram o caminho para que o corpo da mulher fosse visto como sendo inerentemente defeituoso e sujeito, então, às intervenções (salvadoras) da medicina.
 
 

Cena de parto pioneira: mulher dá à luz sentada numa cadeira, assistida por parteiras e um homem. Ilustração de um livro do final do 
século 19
Ainda assim, até o começo deste século, muitas mulheres continuavam a preferir a assistência das parteiras, tida como mais segura e conveniente já que até há pouco tempo a realização de uma intervenção, como uma cesárea, implicava em grandes riscos para a mãe e o bebê.

Andrea A. Prado
Amigas do Parto

 

Continuação:
O Parto Hoje em Outros Países
O Parto na Holanda
Anterior:
O Parto em Outras Épocas e Localidades
O Parto na Antigüidade: Assunto de Mulher

Leia mais:
O Parto Hoje: Condutas Hospitalares
Resgatando o Parto
O Parto, Mulher e Cultura


Direitos Autorais