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Medicina
Baseada em Evidências é o uso das melhores pesquisas
sobre a segurança e a eficiência de cada exame,
tratamento e intervenção, ao se tomar decisões
quanto aos cuidados com a saúde de uma pessoa.
É
muito fácil tomarmos decisões baseadas em "consensos"
que nem sempre correspondem à verdade. Esse consensos
partem não só de pessoas leigas, mas também
de profissionais da saúde, que nem sempre têm
tempo e condições de se atualizar adequadamente.
Por exemplo, muitos médicos ainda afirmam que após
uma cesárea a mulher só pode ter cesáreas.
Pesquisas multicêntricas, ou seja efetuadas em vários
locais, com grande número de participantes, já
provaram que o parto normal após a cesárea é
mais seguro que a repetição da cirurgia.
O
mesmo se aplica à posição deitada para
o parto, uso rotineiro de hormônio para aceleração
das contrações, rompimento artificial da bolsa
d'água, uso rotineiro da episiotomia, corte precoce
do cordão umbilical e muitos outros procedimentos ligados
ao trabalho de parto e parto.
Portanto
o melhor a fazer é desconfiar dos "consensos".
Os profissionais da saúde são seres humanos
como nós, mães, e estão sujeitos aos
seus próprios temores, crenças e cultura. Cada
mulher deve se responsabilizar integralmente por sua gestação
e parto, estabelecendo com o médico uma relação
de parceria. Cada decisão deveria ser tomada com base
em evidências científicas e não em observações
pessoais, mitos, histórias de partos que tiveram problemas,
crenças e "procedimentos obrigatórios".
Esse
é o primeiro passo para tomarmos posse de nossos corpos,
reivindicamos o que nos é de direito e responsabilizarmo-nos
por nossas escolhas, erros e acertos.
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