Gislene Forte dos Santos Ara˙jo - Fortaleza, CE
Gravidez não esperada e com uma revolução interna

 

Olá queridas amigas! Meu nome é Gislene, tenho 21 anos sou casada à 3 meu esposo se chama Willame. sempre tive vontade de ter um filho, mais tinha muito medo, ou melhor, pavor de dar a luz, acho que isso se deve ao fato de um tia muito querida ter morrido de parto. meu drama começou quando minha menstruação atrasou, no começo tudo bem, pois um atraso é normal, só que se passou um mês e nada,as pessoas já comesavam a dizer que era gravidez, mais eu não queria acreditar nessa realidade, e preferia que fosse outra coisa, um cisto ou um mioma, preferia mil vezes uma doença, tamanha era meu medo.

O tempo ia passando e nada da minha menstruação chegar, todos na minha casa já sabiam o que eu não queria saber. Com muita insistência do meu esposo e da minha cunhada, resolvi vazer uma transvaginal, eu na sala de espera pedia a Deus e a todos os santos para não estar grávida, ao entrar na sala me tremia tanto que a médica pensou que eu estava passando mal, o exame começou e ela perguntou se eu queria ver, eu disse que não, quando ela falou que eu estava grávida de 15 semanas eu guase morri, ela então ligou a outra TV para que eu visse o meu filho. Só tive coragem de ver uma vez, o que vi foram seus pezinhos perfeitamente nítidos.

Naquele dia eu queria morrer, sumir, mais engolia o choro o pânico, pois todos estavam felizes, meu marido então estava radiante, mais quando fui na casa de minha mãe desabei, chorei o dia inteiro e chequei ao cúmulo de comprar um comprimido para abortar, mas minha mãe não deixou que eu fizesse isso, chegou a dar com a mão no meu rosto e gritava para que eu reagisse.

O tempo foi passando o medo aumentando, e eu sozinha sem poder contar a ninguém o que se passava comigo, olhava as pessoas como se fosse a última vez, pois nada me tirava da cabeça que eu iria morrer. Até que uma amiga me falou do site, e eu resolvi dar uma olhada, na ocasião eu estava no 6º mês de gestação. O site pra mim não foi a luz no fim do túnel, e sim a luz no túnel inteiro, quando mais eu lia mais eu queria ler, passava a madrugada inteira lendo e vendo tudo o que tinha no site.

Aos poucos fui o meu medo foi passando, fui notando que o parto não é um bicho de sete cabeças e sim um milagre da vida, comecei a fazer o que eu ainda não tinha feito, a acariciar a minha barriga, conversar com meu filho e a sonhar com o seu nascimento. o site me tirou tanto o medo que comecei a querer um parto normal, e logo eu que tinha pânico. No dia 30 de dezembro minha presão subiu muito e ao ligar para o meu médico ele mandou que eu me internasse no outro dia na maternidade para fazer uma cesariana. Não quis e com muito suco de maracujá e carambola consequi baixar minha presão.

Na madrugada (02:00) do dia dois de janeiro de 2003, eu estava justamente olhando as fotos de partos do site quando começaram minhas contrações, eu estava tão calma e tranqüila que todos se admiraram. Fui para a maternidade às 05:00 horas da manhã, já estava tudo pronto para um parto normal, mais infelizmente minha presão subiu tanto que tive um pré-eclapsia, e fui submetida a uma cesariana de emergência, e só faltavam dois centimetros para o meu filho nascer.

Mas graças a Deus tudo correu bem; meu filho nasceu às 07:05 da manhã de 02 de Janeiro de 2003, com 47 cen. e com 3.470g. se chama William Shelber e é sadio e lindo, hoje meu filho esta com 1 mês e sete dias, é a criança mais linda que Deus pos no mundo. Eu que pensava que ia morrer estou aqui, firme e forte, mas nada disso teria acontecido se não fosse vocês. Essa paciência e esse carinho que vocês dedicam foi o que me ajudou, não sei nem como agradecer, pois sei que naquele bendito dia eu não tivesse descoberto vocês, tudo teria sido bem diferente.

Eu amo meu filho e todos os dias peço perdão a ele por ter pensado em matá-lo, e tudo por culpa de um medo que nem existia. Vocês salvaram a vida do meu filho e com certeza a minha também pois não consequiria viver com a consciência pesada. Agora indico esse site a todas as grávidas que vejo na rua, sabe-se lá que uma delas não esteja passando pelo mesmo que passei. Só tenho a agradecer.

Gislene Forte dos Santos Araújo
sraider@ig.com.br
Fortaleza, CE

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