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Quando
eu e o Carlos Eduardo nos descobrimos grávidos, tivemos
aquele susto inicial, mas depois a novidade foi amadurecendo
em nossas vidas. Eu como mãe, já me sentia completamente
mudada depois de saber que estava gerando um bebê, fruto
de muito amor e carinho!! Bem. no início da gravidez,
muitas dúvidas surgiram, curiosidades e é claro
as mudanças no meu corpo. Mas eu tenho muito que agradecer
à Deus pois não tive problemas como enjôos,
por exemplo.
Minha
gravidez foi muito tranquila e como estava sem trabalhar e
sem estudar, tive tempo suficiente para me dedicar a outros
talentos que eu sequer imaginava. Aprendi a bordar ponto cruz
e me empolguei tanto que acabei bordando e costurando os lençóis
do berço. Tudo estava correndo muito bem comigo e meu
bebê. Quando estávamos fazendo uma lista de nomes
para o bebê, sugerimos alguns para meninos, mas parecia
que já sabíamos que seria uma bela menina e
de cara falamos que seria ISABELLA se fosse uma menina. Até
o dia que fizemos um ultra-som e podemos chamá-la pela
nome.
Numa
tarde que estava navegando na internet conheci o site amigas
do parto onde encontrei amigos e profissionais sempre dispostos
a me ajudar e esclarecer dúvidas. Desde a descoberta
da gravidez eu já queria que fosse parto normal. Depois
de leituras e depoimentos neste site, acabei por decidir definitivamente
por um parto humanizado. E por sorte aqui em Belo Horizonte
existe um hospital que presta este serviço!!! Um dia
decidi conhecer o hospital e fui muito bem atendida e esclarecida
sobre como seria um parto no Hospital Sofia Feldman.
Chegando
perto do dia 5 de julho eu já não estava mais
aguentando de ansiedade, mas faltava um pouquinho pois a data
provável do meu parto seria dia 12 de julho. Bem. no
dia 7 de julho, num domingo, depois de passear com o maridão
no shopping, cheguei em casa sentindo algo estranho.
No
final da tarde achei que estava perdendo líquido e
liguei para minha médica, e ela me disse para ir pro
hospital e verificar o que estava acontecendo. Puxa!! Como
fiquei feliz!! Cheguei até pular de alegria, mesmo
com o barrigão, só de pensar que iria conhecer
o rostinho da minha bambina!! Chegamos ao hospital por volta
das 19:30 e o médico me disse que estava tudo bem comigo
e que eu poderia voltar para casa. Bem. voltei para casa,
um pouco decepcionada por mais um rebate falso. Mas para minha
surpresa, por volta das 21 horas, eu comecei a sentir umas
dores fortes. Fiquei um pouco apreensiva, pois não
imaginava que o meu momento estaria tão perto.
Eu
imaginei que seria apenas o começo do trabalho de parto
e que isso iria demorar muito até a bolsa estourar.
Por falta de experiência, não me preocupei em
observar os intervalos das dores. Enfim me lembrei que tomar
banho aliviariam muito as contrações e fiquei
no banho por alguns minutos. Puxa!!! Como foi bom!!! Ao sair
do banho, pedi ajuda para meu marido e no instante que já
ia me secar, senti algo me molhando. O Carlos dessa vez disse
que agora sim eu estava perdendo líquido e que a bolsa
havia estourado. Depois de disso, as contrações
foram aumentando e os intervalos cada vez menores.
Bem,
até eu resolver telefonar para minha irmã e
chamá-la para ir conosco ao hospital, pois ela e o
Carlos iriam assitir o parto, se passaram mais de 2 horas.
Chegamos ao hospital por volta da meia-noite e o médico
ao me examinar disse que eu já estava com 9 centímetros
de dilatação e que o bebê já estava
na horinha de nascer. Fui para a sala de parto, onde havia
uma cama confortável de um lado e do outro lado os
instrumentos para o parto. Em nada se parecia com um hospital.
Logo chegaram a Imaculada, uma doula que me auxiliou muito
nas contrações, e a enfermeira obstetra chamada
Denise, sempre muito alegre e divertida. É sério!
Mesmo tendo contrações eu ainda pude achar graça
na empolgação da obstetra Denise.
Meu
marido e minha irmã foram muito importantes nesse momento.
Sempre que eu podia, olhava para eles em busca de força
e carinho. Nessas horas a força tem de ser toda nossa,
mas as pessoas que amamos nos transmitem muita segurança!!!
Aprendi a controlar minha respiração, procurar
a melhor posição para ficar na cama e a doula
me ensinou que eu deveria usar minha força para tentar
expulsar minha filha e não para gritar, como outras
mulheres estavam fazendo. Depois de alguns minutos, por volta
de 1:33 do dia 8 de julho, minha filha nasceu!!!!
Gente,
depois fazer tanto esforço, e a obstetra me dizendo
que na próxima contração eu deveria aproveitá-la
bastante para que a cabecinha da Isabella saísse. Não
foi necessário fazer o corte no períneo e estava
tudo correndo bem com o parto. Bem. agora eu gostaria que
o leitor parasse e tentasse imaginar como foi esses segundos
tão maravilhosos!! Ao fazer como a obstetra disse,
aproveitei essa contração que seria a última
e nesses poucos segundos minha vida parece que estava em camera
lenta.
Assim
que vi minha pequenina com os olhinhos abertos, não
me contive e comecei a chorar de alegria e alívio por
enfim conhecer aquele pequeno ser que dava os chutinhos na
minha barriga. Enquanto chorava de felicidade, dizia toda
hora para o Carlos: "é ela, a Isabella nasceu!!!
Nossa meninaa nasceu!!! Nossa Deus, que felicidade!!!"
Fui muito bem acompanha pela doula e pela obstetra. Minha
filha também recebeu os cuidados da pediatra ali mesmo
sobre o meu peito.
Enfim
pude abraçar a Isabella e falar tudo que se passava
na minha cabeça naquele momento: ". filha você
é muito querida!!. filha, eu sou a mamãe que
conversava com você o tempo todo." Meu marido cortou
o cordão umbilical da Isabella e assim como eu, ficamos
meio abobalhados olhando para nossa menininha! Pude amamentar
minha filha ali mesmo, e aproveitar para fazer muitos carinhos
nesse lindo bebê!!! Tomei banho logo em seguida, e fui
para o quarto onde ficaria bem pertinho da Isabella.
Essa
primeira madrugada ao lado da Isabella foi muito tranquila
e se passou rapidamente. No outro dia pela manhã eu
já poderia sair do hospital!! Passei esse dia todo
no hospital e para minha pude constatar que outras mulheres
não tiveram a felicidade que eu tive de poder ver a
minha filha nascer da forma mais natural possível.
Só para explicar como é essa estória
de parto natural para quem não sabe ainda.
Tive
uma gravidez tranquila, sem tomar remédios e sem engordar
em exagero. Escolhi um hospital que trata a mulher como atriz
principal desse momento único nas nossas vidas!!! Não
foi preciso tomar anestesia, pois a dor é controlável,
ainda mais depois que pessoas capacitadas lhe transmitem segurança!
Não houve episiotomia (corte no períneo), pois
meu períneo estava com uma ótima elasticidade.
A única coisa que me fez lembrar que eu estava em um
hospital foi no momento que colheram meu sangue para exame.
Além disso tudo foi muito tranquilo!!
Espero
que nessas poucas linhas eu tenha feito uma pequena descrição
de um momento tão especial na minha vida!! O momento
que minha filha nasceu foi muito rápido se levar em
conta o tempo, mas foi infinito e precioso toda vez que imagino
aquela cena!!!
Adriana
Sales Zardini
adriana_salles@yahoo.com.br
Belo Horizonte, MG
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