Mariana, bebê Marina e o papai, 
ainda na maternidade
Mariana

Nascimento da Marina, um lindo parto normal, que normalmente teria sido uma cesárea


 

Mariana

Tive uma gravidez de alto risco. Sou epiléptica e durante a minha gravidez tive diabetes gestacional. Com a orientação do meu obstetra consegui controlar a diabetes durante a gravidez com a alimentação (sem precisar do uso da insulina). Mas, apesar de todo um pré-natal bem feito o bebê passou quase dois meses na minha barriga quase sem crescer e ninguém sabia explicar o porquê. Eu havia feito o ultrassom morfológico e estava tudo normal, mas o bebê não crescia...

Passei então a fazer ultrassonografias semanais com doppler para verificar se o bebê estava bem. Como a quantidade de fluidos que passava da placenta para o bebê começou a diminuir muito, meus médicos (sim, médicos porque o meu obstetra, Dr. Olímpio Barbosa, pediu uma segunda opinião a outros colegas, inclusive ao médico que acompanhou todas as minhas ultrassons, Dr. Pedro Pires), me reavaliaram e reexaminaram em conjunto achando melhor eu fazer uma cesárea, mesmo estando apenas com 37 semanas, porque não havia como garantir a vida do bebê na minha barriga. 

A cesárea foi marcada para o dia 1º de dezembro, uma sexta-feira. Só que para a surpresa de todos, na madrugada do dia 30 de novembro entrei em trabalho de parto! Liguei para o meu médico e fomos para o hospital às 4h da manhã. Ele ficou o tempo inteiro comigo, minha mãe e meu marido. Conversamos bastante enquanto eu estava tendo as contrações. A cada hora ele fazia o toque, media pressão... Esteve o tempo inteiro junto comigo. 

Às 7:30 minha bolsa estourou. Ele ligou para o anestesista e para a pediatra que nós havíamos escolhido durante o pré-natal para que eles fossem até o hospital. O anestesista chegou e foi para o meu quarto, conversamos sobre a anestesia e sobre o parto. Escolhi ter o bebê sentada (acho que assim as contrações doem bem menos). Às 9:30 fui para a sala de parto. Como achei a sala fria meu médico desligou o ar condicionado. 

Tomei anestesia e às 10hs comecei a fazer força para o bebe nascer. Marina nasceu às 10:07. Foi uma experiência ímpar ver ela saindo de mim (como estava sentada deu pra ver direitinho). O médico cortou o cordão e a pediatra me deu ela no colo. Depois ela foi para a encubadoura tirar as secreções, medir, pesar e ser avaliada. Marina nasceu pequena, com 2890 g e 47 cm, mas muito saudavel, teve apgar 9 no primeiro minuto e dez no quinto minuto.

Duas horas depois ela estava no meu quarto comigo. Eu já havia almoçado e tomado banho. Já tinha leite também. Acredito hoje que eu tive muita sorte com a equipe médica. Poucos médicos seriam como o meu. Durante toda a gravidez ele me passou tanta segurança que em nenhum momento tive medo algum. Sabia que se ele tivesse alguma dúvida consultaria colegas, como o fez. 

Dor, senti sim durante as contrações, mas  acho que diante de um parto tão gratificante como o vaginal, num momento tão sublime e mágico como o nascimento da minha filha, as dores são tão pequenas que não vale a pena falar nelas.
 

Mariana Pinto Xavier
mpx@hotlink.com.br


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