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Desde o começo de minha gravidez fiquei imaginando
as dificuldades que eu poderia ter ainda mais morando em um
pais completamente diferente do meu onde a cultura se passa
de uma outra maneira, os costumes, a língua... Mesmo
dominando o idioma eu teria que descobrir esse mundo sozinha.
Foi aí que comecei a buscar por meio de livros, como
sendo primeiro filho, desde meu primeiro exame com o médico
e as ecografias nunca me falaram nada a respeito do parto,
porque aqui as mulheres já sabem que será parto
normal.
A
cesariana o médico nem fala no assunto, espera até
o ultimo momento, vendo que o bebê está na posição
de nascer, tudo indica que será parto normal. As chamadas
"parteiras", mulheres formadas pra fazer o parto,
nos dão curso de preparação pro parto,
aqui o chamado "preparation pour l'acouchement".
Foi
aí que eu comecei a escutar o depoimento de outras
mulheres que já tinham tido filhos, ou outras que estavam
na mesma situação que a minha, inseguras e ansiosas
com o parto normal, sem saber como agir na hora que as contrações
chegassem, percebi que eu não era a única. Então
comecei a me sentir melhor e mais segura, meu marido participou
comigo, e isso nos ajudou a superar todas nossas dúvidas
e ansiedades.
Um
mês antes tive uma cólica de rins muito feia
que me levou ao hospital e passei três dias em observação
porque senão corria o risco do meu bebê nascer
antes, o médico me deu alta, mas nas condições
de repouso absoluto. Então tinha uma parteira que vinha
em casa todos os dias recomendada por ele pra medir minha
pressão e escutar os batimentos do coração
do bebe com monitoring, o qual podia observar minhas contrações
também.
Completei
as semanas necessárias e a hora do parto chegou com
contrações que vinham pelas costas, foram duas
horas e meia até a peridural, tudo ocorreu bem, me
aliviou muito. Minhas contrações seguiram até
a hora da chegada do bebê, uma parteira quem estava
comigo e meu marido, mas como o bebe não estava com
a cabeça em uma boa posição de sair o
médico que continuou.
Tive
a episiotomia, e uma filha linda, com saúde e com as
graças de Deus, ela tinha dois nós no cordao,
um em cima do outro, como disse o médico só
a natureza que explica isso. Quando eu vi o cordão
umbilical, pude entender o que ele dizia, pude abraçá-la
contra meu corpo e ela sentiu o meu cheiro. Foi mágico,
ela é linda, tive o prazer de poder amamentá-la
desde os primeiros momentos de vida até hoje, o pai
quem deu primeiro banho e isso foi um momento muito importante
pra ele.
Aqui
se fica na maternidade até seis dias, depende de cada
mulher, esse foi meu caso. Bom, a única coisa que posso
dizer a todas as mulheres gravidas hoje é que não
mudem a natureza, esse dom que noa foi dado de parir, é
maravilhoso, cada momento é especial, e as dores restam
como lembranças boas quando vemos nosso bebê
nos braços.
Grande
abraço a todas as leitoras de "amigas do parto".
Rosimeire
Dersoir
email: guillaume.dersoir@wanadoo.fr
Cidade: Nantes-França
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