Carla Beatriz Piuma Maise

Um Parto Natural após 2 abortos espontâneos: Parte 3


 

 

Colocaram meu bebê em meus braços e eu comecei a olhar para ele, a conhecê-lo. Como o Alexandre estava sentado atrás de mim, me beijava e acariciava meus cabelos.

 

Depois de tantas horas e tanto esforço, tenho meu bebê Gabriel Thomas nos braços.

 

Estamos tão felizes com o nascimento de nosso bebê !

 

Ainda sentado atrás de mim, ele cortou o cordão umbilical de nosso bebê. O Gabriel Thomas nasceu às 16h25min, mais de 8 horas depois que havíamos saído da casa de meus pais.

 

Alexandre cortando o cordão umbilical.

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Eu não me canso de olhar para meu bebê

 

A cabecinha dele veio acíclica, não vinha na posição correta, por isso o trabalho de parto foi tão demorado

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Jones mostra para nós a placenta. Detalhe: A cara de felicidade da Enfermeira Sofia por causa de meu parto natural.

Quando o Jones a ajeitou, ele saiu de uma vez só. Por causa da anestesia do períneo, não senti nada quando ele saiu. Tive uma pequena laceração, no qual foram dados 5 pontos externos e 2 internos.

A Enfermeira Sofia coloca o Gabriel Thomas em meu seio para mamar.

 

A enfermeira-chefe colocou o Gabriel Thomas em meu seio, para que ele mamasse pela primeira vez. Ele pegou o seio, mas não mamou. O importante era que sentisse meu cheiro e se aconchegasse no meu seio.

Após, o pediatra levou o Gabriel Thomas para fazer os exames e o Alexandre foi junto. O Jones me costurou e me deixou aos cuidados das enfermeiras. Voltaram com o bebê e o depositaram em meus braços. Senti que ia desfalecer, pedi ao Alexandre que segurasse o bebê e disse ao pediatra que ia desmaiar, pois minha pressão baixou muito rapidamente. As enfermeiras aproveitaram para levar o bebê para tomar banho e colocar uma roupinha. Chamaram o Jones, que me receitou soro e disse para ficar na cama, sem me levantar, até a manhã seguinte. Fui levada para a sala de recuperação e minha mãe foi junto conosco. A enfermeira-chefe do Centro Obstétrico não cabia em si de felicidade com meu parto. Ela havia chamado as estagiárias para assistirem, pois jamais haviam visto um parto normal! Ela me disse que foi parteira por 10 anos e que meu parto tinha sido o mais lindo que ela já tinha visto. Ela tinha um sorriso de orelha a orelha. Ela ficou monitorando minha pressão até que eu melhorei e pude ir para o quarto. Colocaram o Gabriel Thomas numa maca ao lado da minha, para que eu pudesse curtir meu bebezinho. Logo fui liberada para o quarto e, enquanto me levavam, tive outra crise de choro, de emoção. Eu me recordava de tudo e chorava de felicidade.

Meu pai apareceu com um buquê de rosas e uma caixa de bombons, o Alexandre me trouxe um lindo arranjo com flores e um cartão. Minha mãe estava feliz porque tudo havia corrido bem e que ambos estávamos bem. Meu irmão veio naquela mesma noite nos visitar.

Sou uma pessoa afortunada porque consegui ter o parto do jeito que eu sempre quis. Sou muito grata à equipe profissional que nos acompanhou durante o trabalho de parto, pois sem seu apoio e sua força, não teria conseguido. Tê-las a meu lado foi muito importante, pois me deram todo o suporte emocional e psicológico, tão fundamental nessa hora. Eu me senti VITORIOSA por ter conseguido fazer meu filho nascer!

Posso dizer a vocês que a melhor coisa que fiz foi optar por não fazer episiotomia, pois em 10 dias a laceração já havia cicatrizado e não fiquei com nenhuma seqüela, nem parece que rasgou lá! A cicatrização foi excelente e voltei a ser o que era, meu marido não notou nenhuma diferença em mim “antes” e “depois”.

 

Momento sublime: primeira mamada de Gabriel Thomas, recém-nascido.

Eu me sinto feliz por ter escolhido ter um parto natural, pois meu filho nasceu saudável, foi colocado em meu seio ainda na sala de parto e não tive nenhum problema para amamentar, não tive fissuras nos seios e ele jamais teve cólicas. Ele mama até hoje no peito e é uma criança forte e saudável.


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