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Bom,
eu tava prontinha da silva pra parir, muito feliz de enfim poder ver
cara a cara esse ser que quase me quebrava as costelas de tantos chutes
e que fazia com que eu me sentisse uma doida, falando e cantando pra
alguém que eu nunca tinha visto, de quem eu nem sabia o sexo,
mas que estava mais perto de mim do que qualquer outra pessoa deste
mundo.
Vocês
também têm nomes de guerra pros bebês de vocês
antes de nascerem? Talvez não seja tão comum aí
que todo mundo sabe qual o sexo do bebê e já escolhe o
nome. Mas a gente tinha um nome muito antes de eu engravidar, até
antes de a gente se casar!
Foi o
Martin que inventou que queria um Nufinho. Sabe quando o bebê
mama no peito? Não sei se vocês já pensaram a respeito,
mas os bebês conseguem beber e respirar ao mesmo tempo, capacidade
que eles perdem à medida que vão crescendo. Então,
o barulhinho que eles fazem quando mamam parece "nuf, nuf",
segundo o Martin. O que ele mais queria portanto era um Nufo, um Nufinho.
Ou uma nufinha, claro.
Pois estava
eu como agora sentada ao computador lendo os meus mails na penúltima
semana de gravidez. Faltavam 11 dias para o dia P e casualmente era
o meu 25o aniversário. Recebi telefonemas dos meus pais e depois
de uma amiga, e claro, o assunto principal era a barriga, que mais?
Comentei com ela que estava com dor nas costas e que ía tomar
um banho de banheira em seguida pra relaxar. Deveria haver uma lei que
garante uma banheira a todas as grávidas do mundo - essencial
pra quem tem dor nas costas!
Até
aí, nada de mais, passei grande parte da gravidez com dor nas
costas, às vezes tinha que implorar ao Martin que fizesse massagem
bem forte em mim. Mas a tal da dorzinha não passou, ao contrário,
ficou mais intensa. Um alarmezinho lááá no fundo
comecou a tocar dizendo: pode ser hoje. Ao mesmo tempo meu consciente
dizia: até parece, que ridículo, no seu aniversário!
Por via
das dúvidas liguei pro Martin, que por sorte trabalhava a 5 min
a pé do nosso apê. Tinha passado as semanas anteriores
chamando ele de tudo quanto era palavrão quando ele não
atendia imediatamente, apesar de andar com telefone celular no bolso.
É que ele insistia em enfiar o telefone no bolso da calca e volta
e meia a bateria soltava e ele ficava incomunicável. Bem, nesse
dia ele atendeu logo e logo ficou histérico com a notícia.
Isso foi lá pelas 10 da manhã. Pedi que ele mantivesse
a calma mas que por favor ficasse alerta.
Dito e
feito, liguei duas horas depois, agora já sentia as contrações
indo e vindo claramente. Não tinha sentido nenhuma contracão
desse tipo durante toda a gestacão. Quando ele finalmente chegou
em casa já era uma hora da tarde, e as contrações
estavam ficando violentas. Violenta estava eu, me sentia um bicho. Corria
pro sofá da sala, me jogava de quatro e dava socos nas almofadas
até a contração passar. Corria pro quarto, me jogava
na cama e repetia o mesmo procedimento com os travesseiros, que também
levaram umas belas mordidas. Fiquei correndo de lá pra cá
algumas vezes até que o estrado da cama quebrou com um estrondo
e eu caí na gargalhada.
Pedi que
o Martin ligasse pra maternidade pra saber se a gente podia ir (eles
sempre pedem que os pais liguem antes de saírem de casa, assim
podem se preparar também). O Martin tentou explicar a situação
de um jeito meio atrapalhado, e a parteira, certamente já tendo
ouvido centenas de explicações semelhantes, pediu pra
falar comigo. Disse que as contracões estavam vindo de três
em três minutos, e ela nem se alterou muito, disse que estávamos
bem-vindos.
Já
no carro o Martin lembrou de nossa visita à maternidade. Na época
a parteira explicou que o hospital oferecia comida à mulher,
mas que não tinha pros pais, e que por isso, caso o trabalho
de parto fosse muito demorado, os pais tratassem de levar um lanchinho.
Tá bom, vai, passamos no super perto de casa. Olhando no relógio
o Martin conseguiu comprar uma sacola enorme de comida em cravados 5
minutos. E eu consegui ter três escandalosas contrações
no carro, morrendo de vergonha e tentando me esconder pra não
pensarem que eu era louca.
Tadinho
do Martin, deve ser terrível pros pais assistir a mulher se contorcendo
e não sabendo quanto dói e como ajudar. Pra vocês
futuras mamães que estão lendo este relato, não
se assustem, dói menos do que parece! É mais uma sensacão
de aflição misturada à alegria de saber que a cada
contração que passa, você está uma contração
mais perto de encontrar o seu filho pela primeira vez! É como
uma montanha que você tem que escalar para poder se deliciar com
a vista. Pensem nisso! E tem uma vantagem em relação ao
alpinismo: entre uma contração e outra você não
sente absolutamente nada, o teu corpo te dá um tempo pra descansar,
eu até me sentia um pouco ridícula de ter feito tamanho
escândalo segundos antes
Em todo
caso, chegamos à maternidade lá pelas três da tarde,
tocamos a campainha e a parteira veio abrir com toda a calma do mundo.
Parece que me contagiou, porque de repente o intervalo entre as contrações
aumentou e eu me acalmei um pouco. Ela me fez trocar de roupa, me sentou
numa poltrona confortável com as tais das almofadas cheias de
trigo aquecidas e colocou um aparelho para medir os batimentos cardíacos
do bebê. É uma caixinha preta presa à uma cinta
de elástico que fica sobre a barriga. A caixinha fica conectada
a um aparelho que amplia o som dos batimentos e também os registra
numa tira de papel como num eletrocardiograma.
De repente
ela veio com um intrumento muito estranho pra cima da minha barriga
e eu indaguei que raios era aquilo. Parecia um isqueiro elétrico
de fogão. E fazia um barulho parecido! Mas era simplesmente um
aparelhinho que serviu para acordar o meu bebê, que inacreditavelmente
continuava dormindo apesar da revolução que estava acontecendo
em volta dele!
A parteira,
que na verdade era a auxiliar da parteira, me ofereceu um clister, que
eu aceitei porque esse tinha sido o meu maior grilo durante as últimas
semanas. Mas de repente veio a parteira mesmo, um amor de pessoa, que
já comecou me elogiando não sei por quê e ficava
falando: ótimo, Felicitas, muito bem, Felicitas, o tempo todo.
Pensei: tá bom, quero ser bem tratada, mas assim já é
demais, vou acabar ficando diabética com tanta docura assim!
Achei meio exagerado o jeito dela, eu tava me sentindo super bem, não
precisava de apoio moral.
Me perguntaram
se eu tinha alguma idéia de que tipo de analgesia gostaria de
usar, e disse: o mínimo necessário, pra não afetar
o bebê, mas banheira, acupuntura e gás hilariante parecem
recursos interessantes. Pois bem, ela aplicou as agulhas, algumas no
couro cabeludo, algumas na parte de cima das mãos. E disse que
estava na hora de ir pro quarto, se eu ainda quisesse tomar um banho
de banheira. Já? Deu um friozinho na barriga, a coisa estava
ficando séria de verdade
Entramos
nós quatro: a parteira e a auxiliar, o Martin e eu num quarto
que parecia mais um quarto de hotel, com cortina, poltrona, toca-fitas
pra gente ouvir a música preferida e quadro na parede; não
fosse pela aparelhagem na cabeceira da cama. Mas eu não me lembro
de muitos detalhes, estava ocupada com outras coisas. Estava mais é
interessada na banheira, que eu tinha sonhado me deixaria suuuuper relaxada,
prontinha pra fazer o bebê escorregar pra fora de tão relaxada.
Grande desilusão. Fiquei irritada porque a banheira era muito
rasa e não cobria a barriga inteira, que ficou passando frio.
E quando veio a contracão seguinte voou agulha de acupuntura
pra tudo que é lado. Portanto não posso dizer qual o efeito
das ditas cujas
As agulhas
voaram porque eu fiquei me debatendo, mas eu não tava nem aí
com o que os outros estavam pensando. Como eu não gostei da banheira
elas me pediram que eu saísse e procurasse outra posicão
mais agradável. Tentei ficar de quatro na cama, achei que essa
seria a "minha" posicão ideal, mas não gostei
também, por isso acabei sentando na cama com o encosto um pouco
reclinado, e assim fiquei até o final. A partir daí lembro
de tudo envolto em uma névoa. Era como se estivesse em dois mundos
paralelos. Quando vinha a contracão tudo ficava preto e logo
que passava o pico da dor o gás fazia com que eu comecasse a
sonhar e ouvir as pessoas no quarto falando comigo lááá
longe. Depois ficava lúcida, interessada no que as duas estavam
aprontando lá embaixo. Queria memorizar tudo pra poder contar
depois e ficava olhando pro relógio pra não perder a noção
do tempo. Mas perdi assim mesmo
Entre
um mundo e outro senti um chuá lá embaixo e choraminguei:
o que é que vocês tão fazendo comiiiigo? Elas haviam
estourado a bolsa com uma agulha pra poderem colocar um eletrodo na
cabeca da crianca e que também serve para acompanhar os batimentos
cardíacos dela. Achei que isso ía me incomodar muito,
mas acabei não sentindo nada. Quanto à crianca, não
sei se ela se sente incomodada pelo eletrodo, mas a agulha é
extremamente fina, dá pra enfiar no dedo sem sentir.
E foi
esse barulhinho, o tum-tum do coracãozinho dele, que preencheu
o quarto nos intervalos em que eu não estava gritando e urrando.
O Martin foi o verdadeiro herói nessa fase. Sentou-se ao meu
lado e ficou me dando força. Eu não escutava o que elas
me diziam, apesar de ouví-las, pra me fazer reagir só
o Martin repetindo pra mim. A tarefa dele era a de cuidar para que eu
não inalasse gás entre as contrações, de
me confortar, de me deixar massacrar os braços dele com unhadas
desumanas, de me amar mesmo assim e me elogiar ainda por cima. Não
é tarefa pra qualquer um! Eu não consigo imaginar como
teria sido passar por essa experiência sozinha. É inconcebível
pra mim!
Mas como
eu já disse antes, nos intervalos em que não estava urrando
e arranhando feito onça, o restinho do efeito do gás me
deixava extremamente bem-humorada. Fiz muitas piadinhas, eu que sou
péssima pra isso, mas estava realmente inspirada!
Não
posso esquecer de falar das parteiras! Lembra que eu disse que elas
eram doces demais? Pois lá na hora do vamo ver cada palavra de
carinho e elogio agiam como um bálsamo na minha alma, me sentia
a mulher mais corajosa e batalhadora do mundo, quase que pedi pra elas
falarem mais coisas bonitas pra mim! Nesse momento tão especial
você não só está exposta fisicamente, mas
também psicologicamente. Sua alma está aberta como nunca,
e ser mal-tratada num momento como este deve deixar marcas profundas
e doloridas. No meu caso as marcas foram muito agradáveis, felizmente!
Perdi
a noção do tempo. Martin me convenceu de beber um copo
de suco de laranja, a parteira perguntou se eu não queria uma
anestesia local. Disse que sim, de bobeira, mas por sorte não
deu tempo, entrei na fase de expulsão antes. Que mais, ah, ela
perguntou se eu autorizava que umas/uns estudantes de medicina entrassem
pra olharem um pouquinho. Eu mandei todo mundo entrar, faz favor, olhem
à vontade, eu tô em outro mundo mesmo, nem me importei.
Sei lá se diria a mesma coisa hoje em dia
Devo ter vomitado
uma hora dessas também, nem me lembro direito. E o clister também
teria caído bem, mas eu estava tão à vontade com
as minhas parteiras que nem fiquei tão encabulada
E de repente
tava na hora de empurrar mesmo. E o que fez o Martin? Não, ele
não desmaiou. Ele foi buscar a câmera de vídeo pra
filmar a hora H. Colocou a câmera numa mesa e foi me amparar de
novo. Esse último trecho nós temos gravado, por isso eu
sei o que aconteceu objetivamente. A parteira ficou segurando a cabeca
do bebê com uma toalha úmida e quente para que ele não
saísse rápido demais e resgasse tudo lá embaixo,
ao mesmo tempo que o calor fez com que toda essa parte do corpo se relaxasse
e se abrisse para a impaciente cabecinha. Fiquei falando: tá
doendo, tá doendo, em sueco, e dessa dor eu me lembro, era uma
dor que queimava e cortava ao mesmo tempo, provavelmente quando os tecidos
se romperam.
Então
de repente ela disse, Felicitas, você pode ajudá-lo a sair?
A cabeça já havia saído e no mesmo instante eu
pensei: como é que ela sabe que é um menino? Me sentei
direito, olhei pra baixo com cara de pateta, uma mistura de susto e
surpresa e peguei aquele bebê que escorregou pra fora suavemente.
No meio de todo aquele trabalhão eu simplesmente havia esquecido
que era pro bebê sair que eu estava lá. Ah, tem recompensa
depois de todo esse sufoco. Ahhhhn. Demorou uns segundos pra cair a
ficha. Dá pra acreditar? Isso foi às 18:39.
Mas o
bebê estava bem, olhei pra ver se tinha 5 dedinhos em cada mão
e vi que ele era que nem um macaquinho, de tão cabeludo e peludo.
Ficamos o Martin e eu curtindo o nosso pimpolho enquanto a gente esperava
o cordão parar de pulsar. A honra de cortar o cordão coube
ao Martin, que ficou surpreso com a sua rigidez. Depois de sair a placenta
a parteira mostrou-a para nós e a colocou num saco plástico
que depois levamos para casa - já conto pra quê. Costurou-me
um pouco, mas eu não senti nada, estava muito ocupada namorando
o meu filhote. Fiquei esperando que ele pegasse o peito, mas que nada,
não queria nem saber.
A placenta
é uma parte do corpo de grande valor simbólico, afinal
é ela que alimenta o feto indiretamente durante os meses de gestacão.
Atribui-se a ela toda sorte de poderes em diversas culturas. Li por
exemplo que na Alemanha, onde há muitas parteiras que fazem partos
domiciliares, que às vezes a parteira, ao final do parto, leva
a placenta e prepara um saboroso prato com ela, que todos os presentes
comem. Já aqui, quem guarda a placenta costuma enterrá-la
embaixo de uma árvore, também essa símbolo de fertilidade,
continuidade e vida. Foi o que nós fizemos.
| As
parteiras nos deixaram a sós uma boa meia hora para não
invadirem a nossa privacidade. Depois entraram com uma bandeja com
sanduíches, suco de laranja e uma bandeirinha da Suécia
- isso é tradicão aqui, todos os pais recém-nascidos
ganham. |
 |
Fui ao
banheiro tomar um chuveiro enquanto a parteira media (48 cm) e pesava
(3,5
kg) o Ulf e explicava o que estava fazendo pro Martin. Vestiu o bebê
com uma roupinha do hospital, fez um pacotinho dele com um cobertor
e quando saí do banho lá estava o meu filhotinho nos bracos
do pai e feliz da vida. Tentarei colocar uma foto no site da lista pra
vocês acompanharem esse momento em cores também. "Ulf"
significa "lobo" em sueco e é um nome muito antigo,
da época dos vikings.
Despedimo-nos
das nossas queridas parteiras e fomos para o outro extremo do hospital
- as salas de parto ficam no térreo perto do estacionamento por
questões óbvias e as salas de recuperação
ficam em outro setor no oitavo andar. Tivemos muitas sorte, porque não
havia muitos quartos ocupados e pudemos entrar num só para nós,
com uma cama pra mim e uma pro Martin. O Ulf tinha um bercinho só
pra si, que ficou vazio quase o tempo todo
| Fomos
comer algo na cozinha do setor onde cada um podia preparar sua comida
ou então pegar biscoitos, iogurte, suco e chá à
vontade. O hospital também servia refeições,
mas chegamos tarde demais e o meu papai-herói estava faminto
Por sorte tinha comprado aquele monte de comida! Depois disso foi
dormir e roncou como se tivesse corrido uma maratona. Eu não.
Fiquei gastando as toneladas de adrenalina que o meu corpo produziu
e passei a noite inteirinha em claro com o meu nenê deitado
no peito, sentindo aquele cheiro enebriante de bebê recém-nascido
do qual o Martin já falou. Alguém duvida que esse foi
o melhor presente de aniversário que eu jamais recebi? |
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Passamos ao todo três dias naquele quarto. O Martin teve que voltar
pra casa e fazer uma faxina geral, já que a minha mãe
estava pra chegar do Brasil e o parto adiantado embananou os nossos
planos.
Não
desgrudei um minuto do Ulf, esperando ansiosamente o momento em que
ele fosse pegar o peito. E nada. No terceiro dia virei a Gina Lolobrígida,
pensei que os meus peitos íam estourar a qualquer instante, e
nada dele mamar. Descobrimos que o reflexo de sugar dele estava bem
no fundo da boca, só enfiando o dedo é que ele chupava.
Esse problema
se agravou porque apesar de eu dar-lhe o colostro de colherzinha, ele
acabou não se alimentando o suficiente e desenvolvendo icterícia.
Tivemos que voltar ao hospital e ficar lá mais alguns dias, eu
bombeando leite e ele tomando mamadeira pra completar a refeição.
Estava
super deprê, porque esse foi o único problema que eu achei
que não ía ter, nem tinha comprado mamadeira pra ele.
Teve um dia que o leite acabou de vez, de tão estressada, triste
e desapontada que eu estava. Mas por sorte o pessoal do hospital e a
enfermeira que me atendeu depois me deram muitas dicas e muito apoio
e finalmente, depois de um mês bombeando, ele entendeu o barato
do peito e começou a mamar que nem bezerrinho. E ficou assim
até os 13 meses, quando o leite acabou e eu cansei de noites
mal-dormidas. Mas como curti. Quem dá mamadeira por comodismo
não sabe o que está perdendo!
No terceiro
dia o Ulf foi examinado por um médico, o primeiro desde o seu
nascimento. Recebemos a visita de uma enfermeira, que nos perguntou
como tinha sido o nosso parto, se estávamos satisfeitos com o
atendimento, se tudo tinha correspondido às nossas expectativas
etc. Fui também a um mini-curso de meia hora lá no setor
mesmo que ensinava às mulheres como exercitarem o músculo
da bacia para evitar incontinência urinária no futuro e
outros efeitos colaterais.
Por fim
acabamos descobrindo como é que a parteira sabia que era um menino
antes mesmo de ver seu sexo: pura sorte! Escrevemos um cartão
de agradecimento e aproveitamos para perguntar sobre esse incrível
dom que ela parecia ter. E ela respondeu dizendo que sempre diz "ele",
nesse caso deu sorte de ser um menino. E eu já achando que ela
tinha poderes sobre-naturais
Bom, gente,
cansei. Vocês também devem estar vesgos de lerem seis intermináveis
páginas de relato. Espero que não tenha decepcionado vocês
que esperavam tão ansiosamente, se vocês tiverem perguntas,
à vontade.
Felicitas
Kemmsies
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