Nando ilustra a chegada de Duda: "Oi Mamãe"
Fernanda Zimmermann

Segundo parto: Parte 2


 

 


A doula usa a bola suíça para aumentar o conforto da Fernanda

Na tarde o Jones e a Neuza chegaram, a Cristina tinha chegado um pouco antes. Massagem, cromoterapia, chá de canela, homeopatia, chuveiro, caminhada, conversava muito com o bebê... Passei esses dias tomando muito líqüido e a base de frutas e saladas, tomei sorvete também.

 


A parturiente precisa ter privacidade e se sentir livre para fazer o que seu corpo pede

Meu corpo todo doía. Sentei no colo do Guga, de costas para ele, com as pernas abertas, ele sacodia as pernas como se faz cavalinho para crianças, foi muito gostoso, super relaxante, ali senti que o bebê desceu e encaixou direitinho, a Cristina fez cromoterapia. Foi a melhor posição em que fiquei em todo trabalho de parto. Pobre das pernas do maridão!!

 


A parteira e a doula usam cromoterapia e compressas quentes para o alívio da dor do parto

Perto das 7h, as contrações já eram de 2 em 2 minutos, a dor na base da coluna ficou forte. Santas mãos da Cristina e a bolsa quente que a Neuza colocou, cromoterapia é bom demais, alivia muito. A Neuza me pôs um termômetro, estava com febre. Contrações fortes. A febre subiu. Exame de toque, 9cm de dilatação, fiquei muito feliz, eu e o meu bebê estávamos conseguindo.

Jones entrou em contato com o pediatra Cláudio Brasil e acharam por bem que fôssemos para o hospital no caso de alguma complicação já que não sabíamos a causa da febre. Comecei a chorar e disse que não queria ir. A Neuza ajudou a me vestir, pegamos a bolsa que tinha deixado pronta caso fosse necessário. Jones foi no carro conosco, as contrações estavam tão fortes que era difícil pra mim ficar ereta, tinha vontade de me acocorar. Me disse que eu podia fazer força se quisesse mas tive medo que meu bebê nascesse no carro, o Hospital Divina Providência nunca esteve tão longe. A dor na base da coluna estava mais forte, vontade de fazer força, muito ruim estar sentada. Eu me segurava e gritava, pessoas nos carros do lado, nas ruas, todos me olhavam, eu não estava nem aí! Sou adepta da "terapia do grito", uma boa esbravejada pode não resolver o problema mas alivia a tensão com certeza. Só não vou dizer que estava exausta porque seria capaz de ficar quanto tempo mais fosse necessário e possível para ter esse bebê de parto natural. Meu corpo todo doía.


Já no hospital as mulheres continuam em seu ritual de conforto

Chegando no hospital recebi a primeira dose de antibiótico, isso beneficiou também o bebê, no tempo em que estive no hospital tomei mais 3 ou 4 doses do mesmo. Ficava de cócoras enquanto esperava o momento de subir na cama de parto. A Cristina e Neusa ficaram durante todo o tempo me massageando e me ajudando a atravessar as contrações.

 



A doula dá apoio a Fernanda enquanto a parteira verifica o posicionamento do bebê. O marido exausto descansa alguns minutos antes de trocar de lugar com a doula.

A Neuza me ajudou com a camisola e me posicionei na mesa de parto. Enquanto Guga estava enrolado na burocracia do hospital a Cristina se posicionou atrás de mim na mesa me amparando. Guga chegou, descansou um pouquinho e ficou no lugar em que a Cristina estava.


A delicadeza do atendimento feminino no parto é imprescindível. Um médico sozinho não tem como oferecer esse grau de intimidade.

CONTINUAÇÃO


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