Monica

"Teve uma hora que foi muito emocionate, pois a médica disse que dependia de mim para o parto ser normal, aí eu deixei minha emoção aflorar e eu chorei muito só pensando em ajudar meu filho"


 

O Pablo veio de surpresa, no início foi um susto mas depois fiquei muito feliz com meu presente de Deus. Minha gravidez foi muito tranqüila. Só tive enjoo nos 3 primeiros meses. Eu tinha bastante confiança no meu médico pois sempre soube que ele foi um dos pioneiro do parto de cócoras e humanizado no RJ.

Aos 7 meses eu e meu marido começamos a fazer um curso de casais grávidos, pois eu achava que estava muito ansiosa com a proximidade da chegada do Pablo. Foi um curso particular pois não havia outros casais no momento (somente na última aula que entrou outro casal).

No curso fazíamos exercícios, conversávamos sobre gestação, parto, cuidados com o bebê, etc., assistíamos vídeos, cantávamos para nosso filho, e sempre ao final da aula tinha um momento de relaxamento do casal, pois a professora sempre fez questão de frisar que antes de sermos pais éramos um casal e que era importante ter este vínculo forte para transmitir segurança ao bebê. Neste curso aprendemos sobre o parto (todas suas etapas, o que eu iria sentir, o que eu poderia fazer, o que meu marido poderia fazer para me ajudar).

Quando eu estava com 35 semanas, meu obstetra faleceu, o que foi um susto e uma grande tristeza para mim, pois eu o admirava muito (ele era meu ginecologista há 8 anos). A sua assistente assumiu seus pacientes, e graças a Deus ele também é um medica fantastica e eu fiquei muito à vontade com ela.

Nestas ultimas semana eu tive que ficar fazendo ultrassom de 3 em 3 dias pois havia acusado que eu estava com diminuição do líquido amniótico, e como a médica só havia me conhecido no final da gestação, mesmo tendo toda minha ficha médica, achou mais seguro fazer este acompanhamento.

Uma coisa que foi falado no curso e que para mim foi verdade é que a mulher tem a sensação do parto próximo. Foi muito engraçado porque no dia que eu entrei em trabalho de parto eu tinha terminado tudo que eu tinha que fazer e disse antes de deitar - hoje se o Pablo quiser nascer, ele pode, pois já termimei tudo que precisava.

Cerca de 23:45h minha bolsa rompeu. Eu sabia que ainda não estava em trabalho de parto pois não estava com contrações em intervalos regulares. De qualquer forma liguei para obstetra para informar sobre que horas a bolsa rompeu e que a aparência do líquido estava boa. Liguei para a professora do curso de gestantes e ela me orientou a andar, acocorar e fazer outros exercícios.

Eu e meu marido ficamos fazendo os exercícios e controlando as contrações. Aproveitei para tomar banho curtir o momento. Meu marido foi arrumar o bercinho. Enfim estávamos muito felizes com a chegada do Pablo. A obstetra se encontrou comigo na maternidade as 4:00h, mas as contrações ainda não estavam regulares. Depois que a professora chegou e fizemos mais exercícios, enfim as contrações regularizaram. Mas isso tudo estava acontecendo em clima de descontração e tranquilidade.

O colo do útero estava muito grosso, por isso demorou um pouco até o Pablo nascer e se fosse outra equipe eles teriam feito cesárea. Mas a equipe soube aguardar o andamento natural do meu trabalho de parto. Acredito que a anestesia ajudou na dilatação, que nãopassava de 3 cm. Mas eles sempre me transmitiram confiança. A presença do meu marido e da minha professora foram muito importantes.

Teve uma hora que foi muito emocionate, pois a médica disse que dependia de mim para o parto ser normal, aí eu deixei minha emoção aflorar e eu chorei muito só pensando em ajudar meu filho. Foi um choro bom, não foi de tristeza ou algo do gênero.

Só sei que de repente eu esta com dilatação total e me levaram para sala de parto. O anestesista ajudou a empurrar minha barriga (eu não queria, mas enfim) e depois de fazer força uma 3 vezes às 10:13h o Pablo nasceu e veio direto para meus braços, foi muito emocionante para mim e meu marido (que esteve ao meu lado o tempo todo). Pudemos ficar com ele um tempo, depois a pediatra o pegou para examinar e cobri-lo (mas antes me perguntou se podia pegá-lo) e me devolveu ele todo embrulhadinho.


O meu parto foi como eu queria, só 2 poréns não fizeram ele ser perfeito. A sala que tinha a cadeira de parto de cócoras estava ocupada e o fato do Dr. Fernando Estelita não estar lá (mesmo as dra. Marilia sendo uma profissional fantástica).

Mais uma coisa que eu tenho a dizer: eu aprendi no curso de gestante que o medo do desconhecido faz com que você sinta mais dor, por isso eu aconselho as futuras mamães que se informem o máximo possível sobre o parto, pois quando você toma as rédeas do seu próprio parto, você aproveita muito mais este momento único na vida de qualquer pessoa.


Monica Mendes Ventero
E-mail:
ventero@uol.com.br

 

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