| Após a confirmação
de minha gravidez a maior certeza que tinha era de querer um parto normal.
Apesar de no início meu marido ficar um pouco inseguro, minha obstetra
(que também era minha ginecologista), sempre apoiou tal decisão.
Tive a gestação bastante tranquila e durante todo o tempo
nunca me preocupei com o que aconteceria na hora do parto, sempre estive
bastante segura, me informei bastante.
Por volta da 37ª semana
de gestação que o assunto 'hora do parto' tornou-se o tema
principal nas discussões com a obstetra e foi neste momento que
surgiu meu primeiro receio, a possibilidade, devido a alguma intercorrência,
de precisar fazer cesárea. O dia que a obstetra citou tal possibilidade
fiquei bastante triste mas depois dei razão ao que ela disse, a
maior importância é a preservação da saúde
da mãe e do bebê.
Com 38 semanas de gestação
num dia a noite, comecei a ter dores bastante fortes, na região
lombar, não tinha contrações ritmadas. Liguei para
a obstetra que me orientou o que fazer e marcou consulta para o dia seguinta.
Nesta consulta através de toque foi visto que tinha 3 cm de dilatação
e o colo de útero estava bastante delgado. A obstetra disse que
no decorrer do fim de semana nos encontraríamos na Maternidade.
Porém nada ocorreu no final de semana e apartir deste final de semana
passaram-se 4 dias até o dia do nascimento do Angelo. Durante estes
4 dias quase que diariamente fazia exames de cardiotocografia.
Em 28/11/2001 passei o dia
tendo contrações, sem rítmo e posso dizer sem qualquer
dor. Quando estava anoitecendo, ocorreu aumento na frequência das
contrações, liguei para a obstetra, passei os tempos nos
quais as contrações vinham e fui orientada a ir para maternidade
Santa Joana.
No exame realizado pela
obstetriz, já na maternidade, minha dilatação estava
em 6 cm, SEM DOR.
Realizaram a tricotomia,
fui para a sala de parto, uma suíte normal. Logo chegou a obstetra
e meu marido. Meu parto foi induzido e digo que as dores só vieram
após a administração da ocitocina. Meu marido ajudou
todo instante digo que fez força comigo.Quando a dilatação
estava em 8 cm realizaram peridural contínua e daí veio a
pior dor que senti, tanto que hoje digo que a dor não é de
parto mais sim da anestesia.
O parto foi um pouco demorado,
o Angelo não estava com a cabeça encaixada da maneira adequada,
foi necessária a realização de fórceps de alívio
e ele nasceu. Logo foi posto ao meu lado. Foi avaliado pelo neonatologista
e o pai deu o 1º banho. Ficou comigo por um grande tempo, foi amamentado
e só retiraram ele por um tempo quando fui para o meu quarto.
Ficou comigo durante toda
a internação, que durou 2 dias. Mamou exclusivamente no peito
até os 4 meses. Posso dizer com toda a certeza que foi a maior experiência
de minha vida e de meu marido, Horácio.
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