| ESCOLHER
UM PARTO CESÁREO É UMA BOA IDÉIA?
"Chique
demais para fazer força" alardeou uma manchete recente
em um jornal de Londres quando uma integrante do grupo
Spice Girls escolheu dar a luz por uma cesárea, mesmo
não existindo nenhuma razão médica para isso. É uma boa
idéia? Alguns obstetras americanos estão agora estimulando
mulheres sem problemas médicos a escolher a cesárea, declarando
que é o direito da mulher escolher qualquer tipo de parto
que ela quiser.
POR
QUE PROMOVER A CESÁREA?
Depois
de uma década tentando baixar o número de cesáreas alguns
obstetras estão agora repentinamente se revertendo e promovendo
mais cesáreas. É ridículo supor que eles acabaram de descobrir
os direitos das mulheres. Prova disso é a declaração emitida
em 1998 pelo American College of Obstetricians e Gynecologists
(Associação Americana de Ginecologistas e Obstetras) estimulando
fortemente médicos e hospitais a "simplesmente dizer não"
quando uma família pede permissão para fazer um vídeo
do parto – são os obstetras colocando o medo de ações
judiciais na frente dos valores familiares e direitos
das mulheres. Mas eles estão usando a retórica dos direitos
das mulheres para conseguir para eles o que eles querem
– um parto cirúrgico. Por quê?
Há
três razões fortes pelas quais alguns obstetras estão
promovendo mais cesáreas. Primeiro, é a única forma de
poder manter seus estilos atuais de prática e qualquer
semblante de uma vida pessoal decente. Um parto normal
leva uma média de 12 horas e acontece a qualquer hora
– 0 h e 7hs. A cesárea leva 20 minutos e pode ser marcada
convenientemente. Não deixe os médicos tentarem negar
que eles fazem isso por conveniência – uma análise científica
de certidões de nascimento mostra que o nascimento é mais
comum de segunda à sexta, das 9 às 17 horas e até a cesárea
de emergência é mais comum de segunda a sexta, das 9 às
17 horas.
Um
episódio do seriado "E.R." mostrou uma mulher grávida
em trabalho de parto com convulsões. O médico do Pronto
Socorro perguntou à enfermeira onde estava o obstetra
da mulher e a resposta foi: "Do outro lado da cidade em
seu consultório atendendo pacientes". Se uma mulher acerta
com um obstetra e acha que ela vai tê-lo por perto durante
o trabalho de parto, ela está redondamente enganada. Exceto
por visitas breves e ocasionais, o obstetra não vai estar
com ela durante as muitas horas de trabalho de parto mas
vai deixar o seu monitoramento para uma enfermeira ocupadíssima,
e um telefone.
Nenhum
outro médico tenta assumir tarefas como ginecologistas
e obstetras – monitorar a distância e correr para pegar
mais de 4 milhões de partos por ano nos EUA, fazer as
consultas pré-natais em todas essas mulheres, conduzir
os 10% de partos que desenvolvem complicações, fazer planejamento
familiar, ginecologia preventiva em todas as mulheres
incluindo exames para câncer de mama e de colo de útero,
fazer cirurgias ginecológicas de pequeno e grande porte.
A única forma que eles podem possivelmente começar a administrar
este fluxo crescente é colocar a parte que consome mais
tempo – parto normal – sob controle e isto é precisamente
o que uma cesárea faz.
A
segunda forte razão pela qual os obstetras querem mais
cesáreas é para evitar ações judiciais. Um estudo dos
casos nos quais o bebê morreu no parto e a família processou
o médico mostra que em aproximadamente dois terços dos
casos a razão número um pela qual o bebê morreu foi porque
o médico não estava lá, e quando a enfermeira telefonou
para o médico, houve falha de comunicação.
Portanto
mais de 70% dos obstetras já foram processados uma ou
mais vezes e eles estão desesperados para ficar fora do
tribunal, onde diferentemente do hospital, eles estão
fora do controle. Quando uma cesárea não é feita e o bebê
não é perfeito, o médico se coloca em risco de poder ser
dito que ele não fez todo o possível. Mas quando uma cesárea
é feita, é uma forma de seguro contra ações judiciais
– todo o possível parece ter sido feito – apesar de que
agora é a mulher e o bebê, como veremos em breve, que
estão em risco.
A
terceira razão para promover a cesárea está relacionada
com a terrível crise atual da obstetrícia nos Estados
Unidos. O público, políticos, HMOs (Health Maintenance
Organization – Organização de Manutenção da Saúde) estão
percebendo rapidamente que é uma total insanidade ter
especialistas altamente treinados capazes de fazer operações
ginecológicas de 6 horas em mulheres com câncer avançado,
para aconselhar mulheres grávidas saudáveis sobre suas
vidas sexuais e também recepcionar bebês perfeitamente
normais no parto. Isto é análogo a ter um cirurgião pediátrico
para tomar conta de uma criança normal de dois anos. Obstetrizes
(do inglês midwife) custam muito menos, e diferentemente
das enfermeiras, tiveram anos de treinamento em assistência
durante o trabalho de parto e parto. Além disto, uma pesquisa
recente financiada pelo governo dos EUA prova que as obstetrizes
são tão seguras quanto os obstetras para os mais de 80%
de partos sem complicações médicas. Este estudo de mais
de 4 milhões de partos descobriu que nos partos de baixo
risco atendidos por obstetrizes há muito menos bebês mortos
do que partos de baixo risco atendidos por médicos. Portanto
há hoje um rápido crescimento no número de obstetrizes
nos EUA com mais partos atendidos a cada ano – o maior
HMO no Novo México emprega mais obstetrizes do que médicos
e elas atendem a maioria dos partos. Motivar mais cesáreas
é a tentativa desesperada de alguns obstetras de ter mulheres
a escolherem o tipo de parto que somente eles podem fazer
– a cesárea.
Então
quando alguns obstetras obtêm sucesso em convencer algumas
mulheres a escolher a cesárea, em uma só ação os médicos
ganham enorme conveniência, reduzem ações judiciais e
acabam com a concorrência – as obstetrizes.
A
CESÁREA É SEGURA?
As
mulheres só escolherão a cesárea se elas estiverem convencidas
de que é seguro para elas e para seus bebês. Um dos primeiros
esforços dos obstetras para incentivar a escolha por uma
cesárea foi tomar as evidências científicas dos riscos
da mãe e torturar os dados até eles confessarem o que
eles queriam.
Um
exemplo. Uma propaganda obstétrica em revistas populares
e profissionais diz que pesquisas mostram que 60% das
mulheres que têm parto normal têm incontinência urinária
e fecal. Mas uma leitura cuidadosa dos artigos científicos
dos quais eles estão falando revela algo muito diferente.
A propaganda joga todas as mulheres com partos normais
em um mesmo grupo ao invés de fazer o que os pesquisadores
fizeram – dividi-las em grupos de acordo com o risco.
Quando a análise do risco foi feita, eles descobriram
que mulheres em alto risco de incontinência urinária e
fecal tiveram um grande número de partos, tiveram bebês
pesando mais de dez libras ao nascimento e o mais importante,
foram vítimas de intervenções desnecessárias e agressivas
durante o trabalho de parto e parto.
Por
exemplo, nos últimos dez anos o uso de drogas poderosas
e perigosas para iniciar ou acelerar o trabalho de parto
foi de 10% para 20% de todos os partos. Estas drogas fazem
o trabalho de parto anormal, com contrações violentas
que podem danificar o útero. Umas dessas drogas, Cytotec,
não é nem aprovada pelo FDA para tal uso, o fabricante
da droga emite um aviso dizendo para os médicos nunca
usarem a droga em mulheres grávidas e depois de uma revisão
cuidadosa de todas as pesquisas sobre essa droga, os melhores
cientistas advertem para não usá-la para este fim. E ainda
o Cytotec vem sendo usado em mulheres grávidas para este
fim por milhares de médicos, um tipo de obtetrícia acima
da lei que ignora completamente todas as autoridades e
os últimos dez anos viram centenas de mulheres com rupturas
uterinas e muitos bebês com danos cerebrais e mortos como
resultado.
Outras
intervenções agressivas, como episiotomia (obstetras cortam
os músculos ao redor da abertura vaginal), e o uso de
fórceps ou vácuo extrator para puxar o bebê para fora,
causam problemas retais e urinários depois. Os cirurgiões
tornaram o parto um procedimento cirúrgico, causaram danos
nos corpos das mulheres e estão agora sugerindo que a
solução é incentivar uma cirurgia ainda mais radical e
agressiva – a cesárea. A solução é menos cirurgias desnecessárias,
não mais.
Uma
cesárea eletiva sem emergência tem uma chance 2,84 vezes
maior de morte da mulher do que se ela tiver um parto
normal. Esta quantidade de mulheres mortas é baseada nos
dados de 150.000 cesáreas eletivas e não de emergência,
dando evidências fortes mais do que suficientes de seu
perigo. Pode ser estimado com confiança que pelo menos
12 mulheres americanas morrem todo ano por causa de uma
cesárea eletiva desnecessária.
Além
do risco de morrer, mulheres que escolhem a cesárea correm
muitos outros riscos que acompanham uma cirurgia abdominal
de grande porte – incidentes anestésicos, danos aos vasos
sangüíneos com grande hemorragia, infecções freqüentes,
extensão acidental da incisão uterina, danos à bexiga
e outros órgão abdominais, cicatrizes internas e aderências
levando a problemas intestinais doloridos e relações sexuais
igualmente doloridas.
Mas
os riscos das mulheres que escolhem a cesárea não terminam
no parto, Ela tem menor chance de conseguir engravidar
de novo e se ela engravidar, ela tem chances muito maiores
de que sua gravidez ocorrerá fora do útero, uma situação
que nunca produzirá um bebê vivo mas traz risco de vida
para a mulher. Além do mais, se ela obtiver sucesso em
gestar seu próximo bebê até o fim da gravidez, devido
a cicatriz tão grande em seu útero, ela tem um risco muito
maior da placenta descolar antes do bebê nascer ou do
útero romper como um pneu explodindo – condições que trazem
um risco enorme de um bebê com danos cerebrais ou morto.
E
sobre os riscos para o bebê? Recentemente no programa
de TV "Good Morning America" (Bom Dia América), eu estava
debatendo a escolha da cesárea com um obstetra que disse:
"Para o bebê, os riscos são muito maiores em um parto
normal do que numa cesárea". É chocante que uma informação
tão claramente falsa do ponto de vista científico seja
dada para o público americano. Uma cesárea de emergência
pode salvar a vida de um bebê, mas quando não há indicação
médica para ela, somente a escolha da mulher, não há evidência
científica para sugerir qualquer benefício para o bebê,
mas muitos dados provando muitos riscos. Como os dois
parágrafos seguintes provam, a mulher que escolhe a cesárea
põe seu bebê em um perigo desnecessário.
Para
começar, em 2% a 6% de todas as cesáreas, quando o médico
abre com um corte a barriga de uma mulher, ele corta o
bebê. E muito mais sério, bebês nascidos de cesáreas eletivas
trazem riscos muito maiores de taquipnéia transitória
e de prematuridade, ambos grandes causadores de mortes
de recém-nascidos. Se os médicos somente esperassem, na
mulher que tem uma cesárea eletiva, até que o trabalho
de parto se iniciasse espontaneamente, o risco destas
duas condições seria menor. Mas esperar até o trabalho
de parto começar elimina a conveniência para o obstetra
de marcar o procedimento. Que os médicos não esperam,
mas marcam a cesárea, prova que a conveniência tem uma
prioridade maior do que a segurança do bebê.
A
estes risco para o bebê têm que ser adicionados os muitos
riscos sérios para os futuros bebês nascidos da mulher
que escolheu uma cesárea – riscos delineados acima.
O
fato de algumas mulheres estarem escolhendo a cesárea,
sugere fortemente que elas não são informadas dos riscos
para elas e nem dos riscos para seus bebês.
ESCOLHER
UMA CESÁREA É ETICAMENTE JUSTIFICÁVEL?
Sim,
as mulheres devem ter controle absoluto sobre seus próprios
corpos. Segue logicamente que elas podem escolher qualquer
procedimento médico que quiserem? A resposta não é tão
simples. Se uma mulher vai a um obstetra exigindo uma
circuncisão feminina em sua filha, deveria o médico fazê-la?
A maioria das mulheres americana diria não e a maioria
dos obstetras, incluindo aqueles promovendo os direitos
das mulheres escolherem a cesárea, muito provavelmente
também diriam não.
Em
um artigo recente em uma revista científica obstétrica,
o Presidente de American Collegge of Obstetricians and
Gynecologists incita os médicos a encorajarem as mulheres
a escolher uma cesárea e citam o Brasil como um exemplo
maravilhoso de honra à escolha das mulheres pela cesárea.
Tendo passado um mês lá recentemente, eu vi com meus próprios
olhos como o Brasil é um exemplo trágico do que acontece
quando os médicos se afastam das indicações médicas para
a cirurgia – hospitais com 100% de cesáreas, estados inteiros
com 50% de cesáreas e nestas áreas, com essas taxas extremas
de cesáreas, a taxa de mulheres morrendo próximo ao parto
está, não surpreendentemente, subindo. E estudos mostram
que as mulheres no Brasil querem cesárea porque na sua
cultura machista temem perder seus homens se elas não
têm o que os médicos chamam de uma "vagina de lua-de-mel".
É isso que queremos para os Estados Unidos?
Uma
mulher surda não pode fazer uma escolha entre Mozart e
Beethoven. "Escolha" sem informação completa não é escolha.
A questão ética chave não é o direito de escolher ou exigir
um procedimento cirúrgico de grande porte para o qual
não há indicação médica, mas o direito de receber e discutir
informações completas e não tendenciosas, anteriormente
a qualquer procedimento médico ou cirúrgico. Isto requer
revelação obrigatória de todos os riscos conhecidos de
uma cesárea eletiva dada às mulheres na entrada do hospital
(não quando ela está no auge do trabalho de parto ou sendo
preparada para a cirurgia), assim como dando a elas seus
direitos de Miranda*. Isto é muito diferente do que acontece
hoje: na entrada do hospital é dada a mulher uma folha
de papel para que ela assine, que não é para sua educação
ou benefício, mas para proteger o médico e o hospital
de ação judicial, essencialmente dando a eles carta branca
para fazerem com ela o que quiserem.
A
informação dada à mulher para decidir que tipo de parto
ela terá, tem que vir de uma fonte neutra e não tendenciosa
como Federal Centers for Disease Control (Centros Federais
de Controle de Doenças) ou outros cientistas. Qualquer
informação provinda de organizações profissionais como
o American College of Obstetricians and Gynecologists
será inevitavelmente tendenciosa, pois o objetivo número
um de qualquer organização profissional é proteger o interesse
de seus membros. Como resultado, a informação disponível
para os obstetras pode ser tendenciosa, gerada por firmas
comerciais interessadas em lucros ou por organizações
profissionais interessadas em promover dados mais favoráveis
para os médicos sobre procedimentos. O resultado: muitos
obstetras mal informados e não qualificados para fornecer
informações completas e não tendenciosas para as mulheres.
Eticamente
falando, os médicos, assim como as mulheres, têm direitos
a respeito do cuidado médico. É bem estabelecido nos EUA
que nenhum médico é obrigado a fazer algo contra sua crença
religiosa. Pelas mesmas razões, o médico não pode usar
"ela quis" como desculpa para fazer o que ele quer fazer
de qualquer forma. A primeira obrigação de um clínico
é com o bem estar de seu paciente e se uma mulher pede
por uma cesárea para qual o médico não consegue encontrar
indicação e que, pelo melhor do seu conhecimento, traz
riscos para a mulher e seu bebê que compensam qualquer
benefício possível, o médico tem o direito, talvez até
o dever, de recusar-se a fazer a cesárea. Ninguém está
apontando uma arma para a cabeça dele.
É
por isso que a organização que conglomera todas as organizações
obstétricas de nível nacional (incluindo o American College
of Obstetricians and Gynecologists) emitiu uma declaração
em 1999: "Devido a evidências fortes de que o benefício
em cadeia não existe, realizar uma cesárea não é eticamente
justificável".
CUSTO
Apesar
de ser verdade que o estilo atual de prática de muitos
obstetras americanos resulta em partos normais desnecessariamente
caros com tantas intervenções desnecessárias, sugerir
que um parto normal é quase tão caro quanto uma cesárea
é absurdo. A cesárea, com os custos do centro cirúrgico,
um ou mais cirurgiões, anestesista, enfermeiras cirúrgicas,
instrumentos, sangue para transfusão, internação mais
longa no pós-operatório, etc, não se compara ao custo
de um parto normal hospitalar.
E
os custos da cesárea eletiva a longo prazo são enormes,
com mais bebês com taquipnéia transitória na UTI, cirurgias
de emergência por mais gestações fora do útero, cirurgias
de emergência por mais placentas que descolam e causam
hemorragia, mais cirurgias de emergência por úteros rompidos,
etc. Já hoje pode ser confiavelmente estimado que mais
de um bilhão de dólares por ano nos EUA são desperdiçados
em cesáreas eletivas desnecessárias.
Se
uma cesárea é feita somente porque a mulher requer assim,
quem paga por isso? Se uma mulher requer um aumento de
seios, a maioria dos convênios médicos e HMOs (Health
Manintenance Organization – Organização de manutenção
da Saúde) não pagará. Enquanto é próximo do impossível
para um cirurgião encontrar uma razão médica para aumento
de seios, é muito fácil para o obstetra encobrir uma cesárea
a pedido apresentando uma justificativa médica como "falta
de dilatação", etc. Esta é uma prática bem conhecida –
atesta uma citação de um livro popular atualmente: "As
mulheres escolhem ter uma cesariana porque elas querem
manter o tônus vaginal de uma adolescente, e os médicos
encontram uma explicação médica que vai de encontro ao
convênio médico". Tal fraude difundida nos convênios significa
que quando um convênio, não inteligentemente, paga por
uma cesárea escolhida pela mulher, inevitavelmente o preço
do prêmio tem que subir e todos aqueles que têm convênio
com aquela empresa estão pagando pelas cesáreas desnecessárias
– o público está pagando pela cesárea de escolha.
CONCLUSÃO
As
mulheres corretamente lutam para não serem controladas
por homens. Mas se as mulheres aceitam o modelo de assistência
obstétrica que vê o parto como algo que acontece às mulheres
ao invés de algo que as mulheres fazem, elas abrem mão
de qualquer chance de controlar seus próprios corpos e
fazer escolhas verdadeiras. Mulheres que exigem informação,
mas somente obtêm informações selecionadas e favoráveis
aos médicos aderem, não inteligentemente, à posição obstétrica
e chamam isso de direito das mulheres. E tragicamente,
aquelas mulheres que então escolhem a cesárea, perdem
a oportunidade de experimentar o poder de seus corpos
e perdem a oportunidade de experimentar o nascimento de
seus próprios bebês. Escolher e perder.
*
N. T.: Os direitos de Miranda, ou "Miranda rights", são
os direitos básicos do cidadão, alicerce da liberdade
civil, que são por exemplo, citados no caso de uma prisão
"Você tem o direito de se manter em silêncio, tudo que
você disser pode e será usado contra você no tribunal
(...)".
MARSDEN
WAGNER
Marsden Wagner concluiu seu
treinamento médico na Universidade da Califórnia. Depois
da especialização e da prática como pediatra e neonatologista,
ele completou mais dois anos de pós graduação na UCLA
em ciência da medicina e saúde pública antes de embarcar
em uma carreira como um epidemiologista perinatal nos Estados Unidos e
Dinamarca. Durante 15 anos como Responsible Office for Maternal and Child
Health for the European office of OMS (que representa 32 países),
trabalhou incansavelmente para promover o cuidado perinatal seguro e eficaz
em países industrializados. Continua a viver na Dinamarca, onde
trabalha como um consultor para a OMS, UNICEF, para o governo e organizações
não govermentaais.
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Dr. Marsden
Wagner
Médico
Pediatra e Neonatologista, Dinamarca
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