E Se...
Dra. Stella Marina Ferreira

 
Às vezes, por mais que desejemos, por mais que tenhamos nos preparado, as coisas não saem como esperado. Então, precisamos estar preparados também para o indesejado. Isso também pode acontecer num parto. Mesmo que a gravidez tenha corrido sem problemas, mesmo que o trabalho de parto tenha começado bem, a qualquer minuto algo pode advir.

Na maioria das vezes, são pequenos transtornos que são resolvidos com providências médicas simples. Assim, por exemplo, em alguns casos de alteração do ritmo de batimentos cardíacos do feto, basta trocar a posição da parturiente ou dar-lhe um suprimento de oxigênio e o ritmo volta ao normal. Ou quando as contrações uterinas não tem a intensidade ou periodicidade necessárias, isso pode ser corrigido com perfusão venosa de soro glicosado com ocitócito. 

Outras vezes, medidas simples não são suficientes e intervenções mais importantes se impõem. Assim, se o feto apresentar indícios de sofrimento fetal ( situação em que seu cérebro pode ficar carente de oxigênio) ou quando o trabalho de parto não progride adequadamente por uma ou outra razão, a equipe médica pode decidir-se por uma cesariana.


 

Cesárea na qual a mãe vê
a hora em que o bebê
é retirado
A cirurgia é realizada sob anestesia, em geral por bloqueio peridural, com as substâncias analgésicas sendo aplicadas num espaço entre as vértebras da parturiente, que fica então temporariamente sem qualquer sensibilidade na metade inferior de seu corpo. 
Se esse for o seu caso, não se preocupe: você permanecerá lúcida e capaz de ver, tocar e falar com seu bebê tão logo a pediatra diga que ele está bem.

 
Naturalmente, a recuperação da mulher após uma cesariana é mais demorada do que  após um parto por via vaginal. 
Mas ao contrário do que alguns dizem , não há nada que impeça essa mãe de amamentar ao seio. Nenhum medicamento usado para a anestesia ou durante a cirurgia prejudica a apojadura  (a chegada do leite). Talvez o incômodo na parte mais baixa do ventre atrapalhe para manter o bebê no colo mas isso dura apenas uns dias e não é tão intenso que um analgésico não consiga minorar.

Enfim, nem tudo são flores. Mas mesmo quando surgem alguns percalços,  quase sempre é possível superá-los com êxito.

Buquê de flores 
sobre paisagem
Bosschaert le Vieux
Museu do Louvre

 
 
                                                   
Dra. Stella Marina Ferreira
Médica Ginecologista e Obstetra
Rio de Janeiro, RJ


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